A
química do amor!
Violência, miséria, injustiças. O que torna
a vida tão bonita, tão desejada apesar disso tudo?
Não há a menor dúvida: é o amor... Pela
lente do amor as pessoas enxergam um mundo mais florido, repleto
de possibilidades de dar certo. O amor é plenitude, é
êxtase. Quando uma pessoa está amando ela se torna
mais gentil, alegre, adquire um ar sonhador e vive rindo à
toa. O problema é que se o amor não for bem administrado,
ele pode levar a pessoa a atitudes "quase" ridículas.
É justamente isso que tem feito muita gente resistir aos
seus encantos. Há até os que desprezam totalmente
(provavelmente por medo de se expor). Acham tudo muito embaraçoso
e indesejável.
Afinal, uma pessoa que se dá o respeito não pode viver
pelos cantos suspirando por alguém que a faz gaguejar e ficar
rubro quando está por perto. Isso sem contar os outros sintomas:
mãos suando, coração palpitando, respiração
pesada, olhar perdido (tipo "peixe morto"). Muito constrangedor!...
Afinal o amor não tem nada a ver com Química, certo?
Errado! O AMOR É QUÍMICA! Todos os sintomas descritos
acima são causados por um fluxo de substâncias químicas
fabricadas no corpo da pessoa apaixonada. Entre essas substâncias
estão a feniletilamina, a epinefrina (adrenalina), a norepinefrina
(noradrenalina), a dopamina, a oxitocina, a serotonina e as endorfinas.
Achou que são muitos nomes? Mas sem eles você não
se apaixonaria. A ação de algumas delas é muito
semelhante à ação dos narcóticos, o
que explica de certa forma a oscilação entre sentimentos
contraditórios como euforia e depressão, característica
comum a drogados e apaixonados. A ciência ainda não
sabe explicar o que desencadeia o processo químico da paixão.
Como acontece com toda anfetamina, porém, com o passar do
tempo o organismo vai se acostumando e adquirindo resistência.
Passa a necessitar de doses cada vez maiores para provocar o mesmo
frenesí do início. Após três ou quatro
anos o delírio que você sentia já se esvaeceu
por completo. Neste estágio bye, bye...
Se
suportarem a falta de emoções intensas e decidirem
continuar juntos, o cérebro passará a aumentar gradualmente
a produção de endorfinas. As endorfinas atuam como
calmante, são analgésicos naturais e proporcionam
sentimentos de segurança, paz e tranquilidade. Quem diria,
hein? A diferença entre uma paixão torrencial e um
amor maduro é simplesmente uma questão de liberar
a substância certa! A oxitocina também desempenha um
papel importante em nossa vida amorosa. Trata-se de um hormônio
produzido na hipófise (uma glândula situada no cérebro)
cujas funções principais são: sensibilizar
os nervos e simular contrações musculares (a secreção
de oxitocina é o que leva ao clímax no ato sexual).
Além disso, esse hormônio estimula as contrações
uterinas da mulher durante parto, leva a liberação
de leite e parece que induz as mães a acariciarem e cheirarem
seus bebês.
E você nem sabia que a química é responsável
por tudo isso? Acredite isso também pode acontecer com você.
Pelo menos assim você vai parar de fazer cara feia quando
ouvir falar de química. Lembre-se sem ela você não
sentiria sensações tão maravilhosas como essa.
Leia mais sobre química, apaixone-se, dê essa chance
ao seu coração, dê essa chance a sua vida, vale
a pena!
Observação:
adaptado do livro: Química Integral - Martha Reis - Editora
FTP - 1993 - pág. 379-380.
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