Química
do Sabor
Erica Gayego Bello Figueiredo
Bortolotti
O
que é o Sabor?
•
Sabor é uma combinação de odores e gostos
percebidos pelo nariz e pelas papilas gustativas na língua,
com contribuições adicionais da temperatura, ardência
(o “picante” dos temperos), textura (a estrutura e
a sensação da comida na boca) e da cor.
Mecanismos
do Sabor
•
Dos nossos cinco sentidos – tato, audição,
visão, olfato e paladar-, só os dois últimos
têm uma natureza puramente química, porque conseguem
detectar moléculas. São chamados de Quimiossensores.

Paladar
•
Existem 4 “sabores” básicos: doce, salgado,azedo,
e amargo.
• O Paladar só consegue detectar moléculas
dissolvidas em água (no próprio líquido do
alimento ou na saliva).
• Na língua, existem as papilas gustativas que identificam
o gosto. As papilas que identificam o gosto doce se concentram
na ponta da língua, mas isso não quer dizer que
só na ponta da língua existem as papilas para doce.
O mesmo ocorre com as papilas para identificar sabor salgado,
amargo e azedo.
• Um 5º “sabor”, chamado unami, que está
relacionado com o Glutamato Monossódico, na verdade é
um realçador de sabor, principalmente salgado.
• Tem sido difícil determinar exatamente como o glutamato
atua, mas algumas idéias têm circulado por aí.
Uma possibilidade é que quando em contato com as papilas
gustativas (receptores) na língua, ele “dilata”
as papilas, dando a sensação de “mais gosto”.
Aí mora o perigo, porque o uso constante dos produtos e
temperos que contém o glutamato monossódico, vai
estar provocando sempre a dilatação das papilas,
podendo causar dores de cabeça, salivação
e tonturas. E também, com o uso excessivo, quando utilizamos
apenas o sal comum (NaCl), temos a sensação que
está sem sal ou sem sabor.
Olfato
• Olfato contribui para 80 % do sabor.
•
Sentido do olfato só consegue perceber moléculas
gasosas.
•
Existem cerca de 50 milhões de células receptoras
em cada uma das duas cavidades nasais.
•
O ser humano é capaz de distinguir mais de 10.000 espécies
químicas diferentes, baseado apenas em sua estrutura molecular.
•
As células do paladar e do olfato são substituídas
quando velhas ou danificadas.
Aromas
•
Como já apresentado anteriormente, o sabor é formado
pelo gosto e pelo cheiro. O “cheiro” contribui para
80% do sabor. Nos alimentos, o cheiro designado por aroma ou também
por flavorizante (junção de aroma e gosto - palavra
inglesa flavor usada em português como flavorizante).
• Os aromas são classificados em 3 tipos:
•
Naturais: são caros devido à dificuldade no processo
de extração do composto desejado. Normalmente, um
dos processos usados é a destilação, que
é um processo demorado e requer grande quantidade de matéria-prima
para extrair pouco produto.
•
Artificiais: são mais baratos e fáceis de fazer,
mas hoje o mercado já não vê com “bons
olhos” os aromas e os produtos artificiais em geral, devido
a problemas como alergias, etc.
•
Bioaromas: são aromas produzidos pela ação
de fungos e bactérias e são considerados naturais.
O primeiro aroma a migrar do laboratório para a indústria
será o de queijo roquefort, testado em salgadinhos, molhos
e arroz. O responsável pela proeza chama-se Aspergillus
sp., fungo encontrado no solo e fermentado na gordura de côco.
O Brasil é líder neste tipo de biotecnologia e as
pesquisas são realizadas no laboratório de Bioaromas
da Faculdade de Engenharia de alimentos da Unicamp.
•
Metamorfoses do Sabor: A substância desejada é isolada
e submetida a uma reação de oxidação.
O aroma obtido é mais barato e é considerado natural.

Principais
Classes Químicas dos Compostos Aromáticos Agradáveis

Referências
Bibliográficas
Sabor
de proveta. Folha de São Paulo: folha equilíbrio,
set 2004.
VOLLHARD, K. Peter C e SCHORE, Neil. E. Química orgânica:
estutura e função. Porto Alegre: Bookman, 2004.
WOLKE, Robert L. O que einstein disse a seu cozinheiro: a ciência
na cozinha. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2003.
ATKINS, Peter Willian. Moléculas. São Paulo: Editora
da Universidade de São Paulo, 2002.
Unicamp começa a produzir aromas naturais de alimentos.
Época, nº 4, jun 1998.
Oficina do sabor. SuperInteressante, nº 12, ano 11, p.34-39,
dez 1997.
http://quark.qmc.ufsc.br