|
Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio
homem, sendo que restos fossilizados deste insetos já foram
encontrados em formações geológicas datadas
de 55 milhões de anos. Durante todo este período,
os cupins têm desempenhado um papel fundamental no meio ambiente,
na decomposição de matéria orgânico ao
solo, contribuindo para a incorporação de nutrientes
e fertilidade do solo.
Descrição e biologia - os cupins são insetos
sociais organizados em castas, com funções definidas.
Os operários fazem a limpeza e quase todo o trabalho do cupinzeiro.
Os soldados são responsáveis pela defesa física
ou química (toxinas ou substâncias pegajosas). Os reprodutores,
rei e rainha, podem viver alguns anos e apresentam grande fecundidade.
O cupim-de-monte (Cornitermes cumulans), é a espécie
mais conhecida em lavouras e em pastagens no Brasil, construindo
montes típicos, de contornos arredondados e textura rígida.
Em lavouras sob PD, esse cupim tornou-se praga em lavouras extensivas.
De acordo com o Dicionário Aurélio, podemos encontrar
os seguintes sinônimos da palavra cupim, em Português:
térmita, térmite e itapicuim, este último utilizado
na região Amazônica do Brasil. A denominação
térmita, por sua vez, é originada do latim "Termes"
e era utilizada pelos romanos ao se referirem ao "verme da
madeira", seu significado em latim, dada a aparência
que os mesmos apresentam quando infestando uma estrutura de madeira.
É interessante frisar, porém, que existem muitas espécies
de cupins e sua fonte de alimento pode variar bastante - existem
cupins que comem raízes de plantas ou fungos, por exemplo.
Desta maneira, é importante saber identificar a espécie
a ser controlada, diferenciando cupins que não causam prejuízos
ao homem (úteis na manutenção da cadeia alimentar
na natureza) dos cupins que causam danos ao patrimônio privado,
histórico ou cultural do homem.
A importância dos cupins nos ecossistemas está relacionada
à sua abundância e à sua ação
na transformação de minerais e componentes orgânicos,
em comparação com outros organismos.
A densidade de cupinzeiros epígeos pode atingir 1.000/hectare,
e a de indivíduos no solo 1.000-10.000/m2, com biomassa de
5-50 g/m2. Essas cifras superam os valores obtidos para outros animais
decompositores do solo e destacam a importância ecológica
dos cupins. São provavelmente os mais importantes agentes
de decomposição da madeira. Volumosos troncos e raízes,
que permaneceriam preservados, talvez por décadas, são
mais prontamente incorporados na dinâmica de ciclagem orgânica
ambiental.
Cupins exercem poderosa ação benéfica no solo,
canalizando-o numa proporção bem maior do que as minhocas.
Os túneis termíticos contribuem para a aeração
e drenagem. O movimento de partículas entre os horizontes,
carregadas pelos cupins, promove a descompactação
e manutenção da porosidade, além de distribuir
a matéria orgânica. Assim, cupins são importantes
agentes de manutenção da vitalidade do solo dos ambientes
naturais e de beneficiamento e regeneração dos solos
degradados e compactados das pastagens e cultivos.
Em lavouras, os cupins subterrâneos Heterotermes sp. e Procornitermes,
atacam as sementes e a parte subterrânea de plantas. Algumas
espécies consomem folhas, à semelhança das
formigas cortadeiras.
Os danos causados pelos cupins podem ser diretos, através
do consumo de sementes e plantas, ou indiretos, pelos montes nas
lavouras, que dificultam a semeadura e a colheita, provocam a quebra
de equipamentos e hospedam animais peçonhentos.
|