Como fazer um filtro de água?
Materiais: 
- garrafa plástica de 2 litros transparente;
- um punhado de algodão (ou um filtro de café);
- 1 copo de areia limpa;
- 1 copo de pedras pequenas;
- 1 copo de carvão em pó (envolva as pedrinhas de
carvão em um pano, e quebre-as usando um batedor de carne);
- tesoura sem ponta;
- água suja (misture água limpa com terra preta,
um pouquinho de tinta, folhas secas e papel picado).
Procedimento:
Divida a garrafa plástica em dois pedaços, dando
um corte um pouco acima da sua metade. Na parte de cima da garrafa,
onde fica o bico, coloque uma camada de algodão (ou o filtro
de café) e sobre ela uma camada do carvão em pó,
depois uma de areia, e por fim as pedras. Depois arrume a parte
de cima da garrafa dentro da outra metade, como se fosse um funil.
Pronto! Agora é só derramar a água suja dentro
do filtro.
E aí? Ela ficou mais clara, certo? Pode até ser
usada na limpeza da casa, mas não deve ser bebida de jeito
nenhum! Não se trata de água potável.
Que tal fazer uma pequena modificação na sua experiência?
Pegue um copo de água potável, coloque um pouco
de sal e despeje-a no seu filtro. Esta, sim, você pode provar.
Ficou doce ou salgada?
O que aconteceu?
Cada camada do filtro que você acabou de fazer é
responsável por retirar um dos elementos que estão
poluindo a água. As pedras e a areia servem de barreira
física às partículas de terra misturadas
na água e aos pequenos objetos – como as folhas secas
e o papel picado. Já o carvão filtra os poluentes
químicos – invisíveis a olho nu –, como
metais dissolvidos na água, pesticidas e outros. O algodão
também serve para reter partículas maiores. Quanto
maior forem as camadas do seu filtro, mais transparente a água
sairá pela parte de baixo.
Já o sal, embora seja uma partícula muito pequena,
não consegue ser filtrado por nenhuma das camadas do nosso
filtro caseiro. É muito difícil separá-lo
da água. Muitas pesquisas estão sendo desenvolvidas
para simplificar a dessalinização, para que, no
futuro, por exemplo, possamos converter a água dos oceanos
em água potável sem gastar muito dinheiro.
http://cienciahoje.uol.com.br/66581
Janeiro/Fevereiro 2007