Extrato de Repolho Roxo como indicador universal de pH

Objetivos: identificar substâncias ácidas e básicas através de medições de pH com o indicador natural de repolho roxo. Estudar sistema tampão.

Escala de pH com indicador de repolho roxo.

pH (aproximado)
2
4
6
8
10
12
Cor do extrato
vermelho
púrpura
violeta
azul
azul/verde
verde

Materiais e Reagentes:

  • 1 estante para tubos de ensaio
  • 8 tubos de ensaio
  • 2 conta-gotas
  • 2 béqueres de  100 mL
  • 1 comprimido efervescente
  • Solução de NaOH 2M
  • frasco com indicador de repolho roxo
  • materiais para teste: refrigerante, clara de ovo, detergente, vinagre, veja, água destilada, água torneira, leite de magnésia.

Procedimento:

1ª Parte: Identificando o pH com o indicador de repolho roxo:

  1. pipetar 3 mL de cada solução e colocá-las nos tubos de ensaio.
  2. Adicionar a cada tubo 5 gotas do indicador de repolho roxo.
  3. Observar as cores e preencher a tabela abaixo:
Material

Tubo 1
Soda Limonada

Tubo 2
Clara de ovo

Tubo 3
Detergente

Tubo 4
Vinagre

Tubo 5
Veja

Tubo 6
Água destilada

Tubo 7
Água torneira

Tubo 8
Leite de magnésia

Cor observada                
pH                

 

2ª Parte: Observar como atua o sistema tampão:

  1. Colocar nos béqueres 50 mL de água destilada.
  2. Em um deles acrescente um comprimido efervescente.
  3. Adicionar às duas soluções 20 gotas do indicador de repolho roxo.
  4. Adicionar às duas soluções 10 gotas da solução de NaOH.
  5. Agite e registre suas observações.
  6. Acrescente à solução que contém o comprimido efervescente mais gotas de NaOH. Vá agitando e contanto o nº de gotas até observar mudança.

Questões:

1. O pH do estômago situa-se na faixa de 1,0 a 3,0. É comum, entretanto, esse suco tornar-se mais ácido que o normal, causando a azia e prejudicando a digestão. Quando isso acontece, faz-se uso de comprimidos antiácidos, que têm como função elevar o pH do estômago, através de um sistema tampão.

a. O que é um sistema tampão?

b. Por que a ingestão de excesso de antiácido também pode trazer conseqüências indesejáveis para o organismo?

 

Fonte: Adaptado da Revista Química Nova na Escola - nº 1, Maio 1995.